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O Conceito de Tradição em T.S.Eliot e Antônio Cândido
O que me levou a pensar uma comparação entre o conceito de tradição de Antônio Cândido e o de T. S. Eliot foram dois momentos complementares: um curso com o Professor Heitor Martins, na Universidade de Indiana, Bloomington, sobre formação da literatura brasileira e a leitura de uma entrevista concedida por Cândido à revista Trans/form/ação, na qual ele discorre sobre as três etapas de desenvolvimento teórico de seu pensamento, de uma forma muito mais didática que em sua obra primaFormação da Literatura Brasileira (Momentos Decisivos). Após atestar que em sua primeira fase estivera preocupado sobretudo com "busca de causas" para explicar o conhecimento e citar vários autores marxistas que, segundo informa, constituiram o embasamento teórico de sua tese sobre Sílvio Romero, Cândido aponta-nos:
                    Uma segunda fase, até certo ponto antitética, se desenvolveu por
                   outras influências. De um lado, a Antropologia Social inglesa
                   (Malinowski,/Radcliffe-Brown); de outro, as idéias críticas de
                   T. S. Eliot e o " new criticism" americano.(1)
Partindo desse pressuposto básico, decidi, para melhor clarificação das idéias, dividir a missão de comparar o conceito de tradição de Cândido e Eliot em três etapas:
I) Examinar a definição do conceito de tradição em Eliot,
II) Examinar a definição do conceito de tradição em Antônio Cândido,
III) Concluir sobre a possível influência de Eliot sobre Cândido, através de uma justaposição e análise das aproximações e distanciamentos dos pressupostos teóricos que formam o conceito de tradição nos dois críticos
A fim de clarear o significado, entende-se por tradição, nesse contexto, sua origem do termo em Latim, traditio, que significa "entregar" ou passar adiante. A tradição, assim, estaria associada à transmissão de costumes, comportamentos, crenças, lendas, religião, memórias de uma geração para outra, dentro de uma comunidade, sendo que os  elementos transmitidos passam a fazer parte e constituir uma cultura. Na teoria jurídica, a tradição consite na entrega real de uma coisa, objeto ou conceito para efeitos de transmissão contratual de uma propriedade ou posse, entre pessoas vivas. De qualquer forma, mesmo no mundo do direito, tradição implica em entrega. O dicionário Webster's alerta que a tradição poderá não ser apenas material, mas igualmente simbólica. Para efeito desse contexto, foi considerado como suficiente esses limites da definição de tradição, com a qual pode ser explorada a eventual influência de Eliot sobre Cândido e o que eles se propõem a definir com o conceito.
I) Tradição para Eliot
O conceito de tradição, segundo o entendimento de T. S. Eliot encontra-se melhor explicitado em seu ensaio "Tradition and the Individual Talent", publicado em 1919 e é entendido como terminologia primordial em sua valoração da literatura. Teorizando a oposição entre os conceitos de tradição e talento individual, Eliot condena a crítica literária inglesa pelo excesso de ênfase atribuida a tudo que é individual, particular de um autor, e pelo consequente descaso de valores tradicionais da literatura. Em sua defesa dos valores tradicionais da literatura, Eliot entende que tradição, além de não poder ser herdada, tampouco constitui-se em simples e mecânico apego cego aos elementos de sucesso deixados por uma geração anterior. Tradição possui um escopo de muito maior ressonância.Tradição envolve a consciência de quatro elementos básicos, que Eliot discrimina da seguinte maneira:
1. Senso histórico: o senso histórico envolve não apenas o passado enquanto passado, mas igualmente o passado enquanto elemento presente. É o senso histórico, segundo Eliot, que leva o homem a escrever não apenas sobre os mesmos temas de sua geração, mas a possuir um sentimento de que toda a literatura da Europa, desde Homero, e consequentemente toda a literatura de seu país, possui uma existência simultânea, uma ordem simultânea. Esse senso histórico possui três níveis de significação: atemporalidade, temporalidade e atemporal/temporalidade reunidos. Para Eliot, é a consciência desses diversos níveis de temporalidade que torna um escritor tradicional, clássico. É também a correta percepção do senso histórico que permite ao escritor melhor se localizar no tempo e mais adequadamente perceber o significado de sua contemporaneidade.
2. Contraste e comparação: Para T. S. Eliot, nenhuma obra de arte, qualquer que seja sua forma de expressão, possui significado isoladamente. Seu significado deve ser entendido em relação a criações artísticas do passado. Assim, orienta Eliot, não se pode julgar um artista isoladamente; mas deve-se situá-lo em contraste e comparação com o passado, "entre os mortos". Essa necessidade de comparação, para Eliot, não é meramente histórica, mas trata-se, na verdade, de um princípio de crítica estética. É através da comparação que se pode depreender o valor da nova arte, de como essa nova arte modifica o total da ordem anteriormente existente, de como uma arte altera o todo reinante e é através da comparação que se pode analisar as relações, proporções, os valores de cada objeto de arte em relação ao todo, assim como o todo deve ser reajustado para receber o novo. Em síntese, " trata-se de um julgamento, uma comparação, através da qual duas coisas podem ser medidas, uma pela outra" (2), sem predomínio desta ou daquela.
3. Releitura do passado: Ao analisar a obra de arte do passado, deve-se estar consciente de que os elementos fundamentais e expressivos de uma forma de arte nem sempre correm de mãos dadas com as figuras de maior reputação. O intérprete deve conscientizar-se, afirma Eliot, de que a arte nunca melhora, mas a substância da arte nunca é precisamente a mesma; o intérprete dever estar alerta de que a mente da Europa -- a mente de seu país--  é a mente que ele deve reconhecer como mais importante do que a sua própria; pois trata-se de uma mente mutável:
                    ... and that this change is a development which abandons nothing
                     en route, which does not superannuate either Shakespeare, or
                     Homer, or the rocks drawings of the Magdalenian draughtsmen (3).
O analista deve conscientizar-se, igualmente, de que este desenvovimento proporcionado pela mente da Europa, ou de seu país; este refinamento, esta complexidade, não significa do ponto de vista do artista nenhum aprimoramento da arte em si mesma. Em seu relacionamento com o passado, o intérprete deve perceber sempre que a diferança entre o presente e o passado baseia-se no fato de que a consciência do presente implica em um real entendimento do passdo; de uma forma tão completa que o passado enquato entidade em si não possui significado. Em outras palavras, para Eliot, é mais fácil entender o passado através do presente do que através do prórpio passado. De certa forma, Eliot, aqui, está antecipando um traço filosófico do século XX que viria ser uma das pedras fundamentais da fenomenologia de Martin Heidegger, como explicitada em O ser e o tempo (1927), taanto no que se refere a presencialidade do passado quanto à temporalidade atemporal.
4-- Despersonalização: Para discutir a relação entre o processo de despersonalização e a tradição, as relações entre o artista e a arte, Eliot utiliza-se de uma metáfora científica. Segundo ele, a situação é semelhante ao momento e ação que acontece quando se coloca um filamento de platina em um ambiente contendo oxigênio e dióxido de enxofre. O artista é como o catalizador. Quando os gases são misturados, na presença do filamento de platina, eles se transformam em ácido sulfúrico. A reação somente acontece na presença do filamento de platina; no entanto, a nova substância resultante não possui quaisquer traços de platina. A platina pernanece inalterada, inerte, neutra. A mente do poeta, Eliot sugere, é como o filamento de platina: quanto mais perfeito o poeta, tanto mais estarão separados nele o homem que sofre, a mente que cria, e assim mais perfeitamente trabalhará a mente que digere e transmuta as paixões que se constituem em seu material inicial de criação. "Poetry is not a turning loose of emotions", Eliot explica, "but an escape from emotion; it is not the expression of personality, but an escape from personality" (4). Esse argumento leva Eliot a afirmar que o interesse da hermenêutica não se deve limitar exclusivamente à produção artística do poeta, mas igualmente ou principalmente decodificar como essa produção foi construída.
Eliot enfatiza ainda o interesse do estudo crítico sobre a poesia como um todo, ao invés de o intérprete se preocupar com o poeta, como entidade individual; isso com o objetivo de se chegar a uma avaliação mais apropriada da própria poesia, "good or bad" (5). A emoção da arte deve ser impessoal. O poeta não pode alcançar a despersonalização sem dedicar-se completamente ao trabalho a ser executado. E não saberá o que deverá ser elaborado, conclui Eliot, a não ser que perceba e viva aquilo que não se restringe ao presente, mas possua, paralelamente, uma correta percepção do passado como momento presente, coexistindo, dessa forma, com o presente.
II) Tradição em Antônio Cândido
A organização objetiva dos pressupostos que sistematizam o conceito de tradição em Antônio Cândido é uma tarefa árdua, pois suas teorizações sobre o termo encontram-se dispersas em seus vários escritos. Analisaremos aqui alguns desses escritos, aonde as definições do conceito de tradção se nos apresentam de forma mais delineada.
1--Literatura como Sistema: No capítulo "Literatura como Sistema" do primeiro volume de Formação da Literatura Brasileira (Momentos Decisivos), Cândido destingue, para situar seu conceito de tradição, entre manifestações literárias e literatura propriamente dita. Para ele, o importante é esta ser vista como um "sistema de obras ligadas por denominadores comuns, que permitam reconhecer os traços dominantes de uma fase" (6). São os denominadores comuns que testemunharão a tradição de uma literatura, e Cândido os divide em elementos intrínsecos: língua, tema, imagens; e elementos de natureza social e psíquica que se manifestam historicamente e fazem da literatura aspecto orgânico de uma civilização: a existência de um conjunto de produtores literários, um conjunto de receptores, e um mecanismo transmissor. Para Cândido:
                    Quando a atividade dos escritores de um dado período se integra
                    em tal sistema ocorre outro elemento decisivo: a formação da
                    continuidade literária - espécie de transmissão da tocha entre
                    corredores, que assegura no tempo o movimento conjunto,
                    definindo os lineamentos de um todo (7).
2--Ponto de vista histórico: De acordo com Cândido, em um estudo crítico de literatura o "ponto de vista histórico" deve estar presente e por causa de sua presença as obras de arte não dvem aparecer como entidades autônomas; devem, antes, aparecer como parte de um "sistema articulado", e ao influir sobre a elaboração de outras obras de arte, deverão formar uma tradição brasileira. Cândido não considera como obras inseríveis em seu conceito de tempo e tradição aquelas que foram oriundas de uma "força de inspiração individual"ou que são resultados imediatos da "influência de outras literaturas". Para estas obras é reservado o termo "manifestações literárias"que, como vimos, não podem ser parte integrante do sistema idealizado por Cândido.
4-- Continuidade ininterrupta: Cândido entende o conceito de tradição como um valor intrínseco que implica linearidade, continuidade, evolução e originalidade. Trata-se, segundo afirma, de averiguar quando e como se definiu "uma continuidade ininterrupta de obras e autores cientes, quase sempre, de integrarem um processo de formação literária" (9). No Brasil, esse processo teria começado, de acordo com Cândido, a partir de meados de século XVIII que marcaria historicamente a origem dos fundadores dos temas, estilos, formas ou preocupações que, retomados pelas gerações seguintes, culminariam com o advento  de uma tradição na literatura brasileira. Para Cândido, a noção de continuidade é basica na formação da tradição, caso contrário a "tocha"de sua metáfora se apagaria.
5-- Influência interna vs. influência externa: Dentro do conceito de Cândido, existe um importante segmento de influência externa imediata que se constitui em um fenômeno negativo, pois ajuda a manter o processo de dependência cultural e a minimizar a cultura brasileira. O que acontece com a influência externa, segundo Cândido, é que os conceitos por ela gerados vêm de fora e não se organizam dentro da própria cultura brasileira e, em sendo assim, não sevem ao processo evolutivo da tradição brasileira (10). Os autores influenciados, de forma mecânica, por literaturas externas não têm lugar assegurado dentro do conceito de tradição de Cândido; eles podem, quando muito, constituirem-se em "maanifestações literárias". Ocasionalmente, a depender da recepcão estética desse elemento de influência externa, ele poderá ser absorvido pelo sistema e se transformarem, a posteriori, em um elemento significativo para a tradição literária. Ao contrário, Cândido defende a influência interna como a chave mestra para a conquista da superação de dependência cultural, pois ela favorece ao desenvolvimento do pensamento evolutivo dentro de uma linha de aperfeiçoamento que caracterizaria a tradição brasileira. É Cândido quem postula:
                    Um estágio fundamental na superação de dependência cultural é a
                    capacidade de prouzir obras de primeira ordem, influenciadas
                   não por modelos estrangeiros imediatos, mas por exemplos nacionais
                   anteriores (11).
Enfim, Cândido defende uma "causalidade interna" para o processo evolutivo da tradição da literatura brasileira. Esse processo poderá ser testado a partir da continuidade temática presente nos diversos autores brasileiros. Cândido, ao invés do conceito de geração, defende o de tema para o estudo da literatura, pois sua ocorrência dentro do sistema poderá ser apontado e, mais importante ainda, sua retomada pr gerações sucessivas, através do tempo, poderá testemunhar a presença concreta de uma tradição brasileira.
III) Aproximações e distanciamentos entre Cândido e T. S. Eliot
Se voltarmos a atenção para a definição do termo tradição no verbete do Webster's (12), observamos que de início existe uma aproximação entre Cândido e Eliot: ambos estão preocupados em definir o termo tradição como elemento significativo para explicar o passar de histórias, crenças, ideias, etc. de geração para geração, como um fenômeno de transmissão escrita.
No entanto, essa tônica de identidade de propósito não é constante se analisarmos cuidadosamente os diversos níveis de explicação e entendimento do que significa e de como a tradição se deve verificar para Cândido e Eliot, ao discustirem importância e valoração literária.
Um distanciamento básico entre Cândido e Eliot refere-se ao alcance histórico do termo tradição. Para Eliot, a consciência do passado, enquanto passado e presente, leva o homem a escrever não apenas sobre os temas e preocupações de sua pátria, mas a considerar como substância criadora, no sentido empregado por Jacques Derrida, toda a literatura do mundo ocidental, desde Homero, e inclusive toda a literatura de seu país, pois ambas pssuem existência e ordem simultâneas. Eliot está interessado em tradição como um fenômeno de valoração válido para toda a literatura da qual somos oriundos. Aqui, Cândido distancia-se admiravelmente de seu declarado inspirador teórico. É bem verdade que Cândido afirma ser a literatura brasileira um ramo da portuguesa (13) e, consequentemente, raciocina-se estar inserida no amplo conceito de literatura ocidental, da qual pensa Eliot. Mas, enquanto Eliot está utilizando do que denomina "senso histórico" para situar a literatura inglesa dentro deste bojo global de que ela faz parte, Cândido utiliza-se de seu "ponto de vista histórico"para retirar a literatura brasileira dessa universo global e inserí-la em um "sistema articulado" brasileiro. O "senso histórico" de Eliot tem o objetivo de permitir a localizaçào do escritor no tempo e no "sistema" ocidental, extendendo-lhe a percepção do significado de sua contemporaneidade. Esse sendo histórico permite ao crítico interpretar a obra de arte dentro de uma tradicionalidade. O ponto de vista histórico de Cândido busca, por seu turno, enfatizar a origem de uma tradição brasileira, oriunda da tradição ocidental, mas não voltada diretamente para esta; busca situar temporalmente a formação de uma tradição brasileira, quase sempre conscientemente transmitida de geração a geração, internas.
Cândido aproxima-se de Eliot quando defende a necessidade de se entender a literatura como um "sistema" de obras ligadas por denominadores comuns, gerando a continuidade literária que dará origem, no sentido empregado por Heidegger em A obra de arte, a uma tradição, dentro da qual devemos interpretar o artista; aproxima-se igualmente de Eliot quando nega a relevância da "força de inspiração individual", considerada por Cândido como elemento não representativo para o "sistema". Contudo, igualmente aqui, a concordância é mais de ordem teórico-metodológica. Eliot pensando dentro de uma sistema dinâmico e amplo -- toda a literatura ocidental --  defende que o "talento  individual" nada representa se não se relê o passado, se não se fazem presentes os valores tradicionais do passado literário, filosófico, razão mestra para a existência do presente. Não faz sentido valorar um talento individual pois, segundo Eliot, o artista deve funcionar como um catalizador: transmitir e amalgamar os elementos de sua tradição, gerando uma obra de arte que a represente, sem a preocupação deliberada de se auto-personalizar. Cândido assume, ao invés, uma posição mais cerrada: o talento individual é igualmente destituído de representatividade valorativa, mas sua objeção limita-se ao reino da literatura brasileira. Em Cândido, o talento individual de per se, a inflluência externa imediata e as "manifestações literárias" não podem ser considerados como elementos de amplo sgnificado para o delineamento da tradição brasileira, por uma razão específica: não fazem parte da "causalidade interna", indispensável para o processo evolutivo da tradição da literatura brasileira.
Finalmente, se para Cândido e Eliot nenhum artista pssui significado isoladamente -- razão porque o método de litratura comparada é preconizado por ambos -- não apenas como uma necessidade histórica, mas como um princípio estético. Eliot não discrimina nenhuma forma de influência, adotando uma perspectiva aberta, em que qualquer artista, de qualquer país, pode "beber" de qualquer fonte, de qualquer origem (pelo menos no ocidente) ; e é através do processo comparativo que se pode depreender o valor da nova arte, de como ela modifica o total anteriormente existente.
Cândido, contudo, embora defendendo o mesmo espírito metodológico, assume uma atitude restritiva: para ele a influência externa deve ser considerada como elemento negativo, pois contribui para perpetuar a dependência cultural do Brasil em relação a outras culturas. Se interna, no entretanto, a influência deve ser elogiada, por seu papel fundamental na criação de um sistema caracterizadamente brasileiro. Câandido defende os pressupostos de que só após haver a cultura brasileira formado sua própria tradição poderá a literatura brasileira interagir com outras literaturas, dentro de um novo "sistema", o de interdependência cultural (14).  Nesse ângulo, registramos um novo distanciamento entre Cândido e Eliot, pois este nada postula ou cogita sobre a independência ou interdependência da literatura inglesa; para Eliot, a literatura inglesa é um ramo da ocidental e deve ser examinada como tal. Dentro desse raciocínio, a questão de interdependência é um assunto fora de pauta: sua existência e presença são automáticas.
Em outras palavras, apesar do conceito de tradição de Cândido e Eliot possuirem aproximações de ordem teórico-metodológica suficientes para justificar um estudo comparado e para corroborar a afirmação de Cândido de que foi influenciado por Eliot, suas noções de tradição distanciam-se qunato ao  pressuposto final: tradição para Cândido é tradição brasileira, para Eliot trata-se de tradição ocidental.
 
 
 
Fonte: http://www.bahianoticias.com.br/cultura/literatura/133-o-conceito-de-tradicao-em-tseliot-e-antonio-candido.html
 
 
 
 
 
NOTAS
1.Cândido, Antônio. "Entrevista". Trans/form/ação, I(1974), p.10.
2. Eliot, T. S. "Tradition and Individual Talent". Selected Essays. New York: Harcourt, Brace and Word, 1950, p.5.
3. Ibid, p.6.
4. Ibid, p.10
5. IBID, P.11
6. Cândido, Antônio. Formação da literatura brasileira ( momentos decisivos), vol I, São Paulo: Martins, 1957, p.25
7. Ibid, p 26.
8 Ibid, p. 26
9. Ibid, p.27
10. Antônio Cândido desce a detalhes sobre os efeitos da influência externa sobre a cultura brasileira em seu trabalho-tese sobre Sílvio Romero, vide p. 57
11. Cândido, Antônio. "Literatura e subdesencolvimento", Argumento I.I (1953) p. 17.
12. Da definição de tradição no Webster's, interessa-nos ressaltar a noção de escola de arte ou literatura cujos conteúdo e forma devem ser transmitidos de uma geração para outra, em um processo constante que deverá se constituir na "raison-d'être" dessa ou daquela tradição.
13. Cândido, Antônio, Formação da literatura brasileira (momentos decisivos), op. cit., p.30.
14. Para maior discussão acerca  da noção de independência cultural, ver o artigo de Antônio Cândido, "Literatura e subdesenvolvimento", op. cit., pp: 17-20.

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